Saber Ver

13-Nov- 2007

Mudei de janela

Passei a residir em http://saber-ver.blogspot.com

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2-Nov- 2007

Ana Reinaldo

Cada vez mais aprecio a humildade e o espírito de entrega de algumas pessoas. E, em face dessas almas do tamanho do mundo, eu me sinto pequena e insignificante.
São seres humanos na verdadeira acepção da palavra. Conseguiram formar-se com uma integridade quase divina. Nascidos e educados numa sociedade ocidental consumista e materialista, conseguiram estudar, conviver e estruturar-se como cidadãos solidários, abnegados e bons. Não foram permeáveis às seduções deste mundo egoísta e, ainda por cima denominam-se de cristãos…e são-no!
Parece estranho!. E, nós que nos curvamos perante os “Grandes” nomes da política, da economia, pessoas de sucesso fácil mediaticamente apresentadas em capas de revista.
Aqueles que valem, estão a actuar no anonimato, na sua humildade, com a sua fé e bondade.
A Ana é um desses exemplos que hoje quis aqui mencionar.
Conheci-a há anos, numa comunidade cristã protestante e, foi, e é, para mim um exemplo de humanidade. Transmite calma e junto dela parece que Deus nos ouve melhor.
Viveu num Lar de crianças órfãs e abandonadas, durante bastantes anos, logo após ter concluído o seu curso de educação de infância. Lá trabalhava 24h por dia, pois achava que, só dessa forma, poderia surtir impacto na educação daquelas crianças. Para não cristalizar, licenciou-se também em Ciências da Educação. Hoje está em Angola na missão da Etunda-Huambo, depois de ter casado com o Pedro, jovem com uma visão semelhante à dela. Partiram não para ganhar bom dinheiro, mas para ganhar vidas humanas. Foram, com todos os riscos, acreditando com fé, que poderiam ajudar, esperando que cristãos amigos cooperassem.

O Projecto em que está integrada chama-se CESTA e pode ser consultado em
http://www.bomfim.org/cesta.htm 

Enquanto isso, os jornais de Desporto continuam com enorme sucesso, as revistas "Cõr de rosa" divulgam casos de amor sérios (tipo Pinto da Costa), divórcios de figuras importantes (tipo Isabel Figueira) entre outros assuntos sérios de Festas Vip, dietas de emagrecimento, vestuário dos colunáveis (tipo Lili Caneças). Que futilidade!…

Força Ana! Tu é que és importante! 

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27-Oct- 2007

Ser professor

Muitas vezes dou por mim a pensar na seriedade profissional dos docentes. Vejo-os quase sempre ocupados com papeis. Preenchem formulários, redigem ofícios, elaboram caracterizações, fazem actas, planos, relatórios e…projectos! Chego a pensar que, toda aquela panóplia de documentos, são uma inutilidade porque são elaborados por obrigações legais e burocracias internas, quase tudo por medo à inspecção. Sim, a inspecção é o "lobo mau" que faz os professores agirem, não por inteligência mas, por receio. Para mim, os documentos só fazem sentido se forem autênticos instrumentos de trabalho. Os projectos curriculares de turma devem ser documentos sérios de orientação para os professores. O projecto educativo do Agrupamento deveria ser algo vivido por toda a comunidade para ser genuíno e promissor. Sei que poderão dizer que esta forma estruturada de gestão escolar não é partilhada por  todos. Concordo. Mas, acho a maioria dos professores muito apáticos, acríticos e, até mesquinhos. Gasta-se muito tempo em questões internas que em nada vão favorecer o desenvolvimento dos alunos. A escola existe por causa deles e, por vezes, não parece!

E, é no meio destes e outros pensamentos ( que o bom senso me leva a não expor)que fico a observar o empenho real dos docentes, a sua entrega aos alunos, a sua postura, a capacidade de reflexão, o entusiasmo…por isso me aborreço com pedidos de documentos ridículos e inertes. Tanto tempo mal gasto! Tanta energia mal canalizada!  

Eu, tenho muito a aperfeiçoar. Esta minha convicção transforma a minha postura perante os alunos e faz-me perder tempo a "corrigir-me". O mundo evolui e tudo se transforma. Eu não posso ficar estruturalmente estagnada. Digo estruturalmente, porque há muitos docentes que frequentam acções de formação com temáticas sugestivas e modernas e, ficam sempre iguais, dão pinceladas de actualidade empregando palavras da moda mas, "por dentro", ficam imutáveis.

Há dias em que me sinto mal. Não são as crianças que são insuportáveis, desatentas, desinteressadas e agressivas (também as há!). Eu, docente, não tive a melhor actuação. Nisso é que devo gastar o meu tempo.

"Aulas más são as que os rapazes não querem ouvir. Mas então – poderia eu defender-me – que culpa temos nós de os rapazes serem barulhentos, desinquietos e desatentos? é verdade que ás vezes a culpa não é nossa: é toda deles, a quem mais apetecia estar na rua que na escola. Mas para isso justamente é que serve o bom professor -  e o meu drama resulta de que a mim só me interessa ser bom professor. Ser bom professor consiste em adivinhar a maneira de levar todos os alunos a estarem interessados; a não se lembrarem que lá fora é melhor. E foi o que eu ontem não consegui."in Diário de Sebastião da Gama.

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17-Oct- 2007

Minha homenagem ao Stoer

Ter tido o privilégio de o conhecer foi para mim inolvidável. Mencionar o seu inquestionável valor como professor e o impulso dado ao trabalho científico na área das Ciências da Educação, seria uma injusta distracção. Não considerar as suas opiniões, seus saberes e estudos em matérias como a Multiculturalidade e teorias de exclusão social, seria insensatez. Mas, guardarei na memória, para além deste vasto conhecimento, a serenidade do seu olhar, a humildade (de quem é sábio), os laços que criava com os outros…também comigo. Fui sua aluna, senti realmente que, por trás do seu sorriso, havia um afecto natural e uma postura de abertura ao outro - aluno. Penso que se aproximava da visão de Paulo Freire, educação com amor. Rubem Alves também refere que“…os docentes, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor, intérpretes de sonhos.”

Sorte que tive em conhecê-lo!

Partiu…porque, como dizia o poeta José Gomes Ferreira, Viver sempre também cansa . Às vezes a vida surpreende-nos com cansaços corporais esgotantes, impossíveis de vencer. Aí temos que partir do corpo, deixando-nos em espírito entre os humanos.

Esta minha confissão termina com um poema, o tal poema. Uma pequena e muito humilde homenagem a este grande e querido homem.

 

Viver sempre também cansa.

O sol é sempre o mesmo e o céu azul

Ora é azul, nitidamente azul,

Ora cinzento, negro, quase-verde…

Mas nunca tem cor inesperada.

As paisagens também não se transformam.

Não cai neve vermelha,

Não há flores que voe,

A lua não tem olhos

E ninguém vai pintar olhos à lua.

Tudo é igual, mecânico e exacto.

Ainda por cima os homens são os homens.

Soluçam, bebem, riem e digerem

Sem imaginação.

 

E, há bairros miseráveis sempre os mesmos,

Discursos de Mussolini,

Guerras, orgulhos em transe,

Automóveis de corrida…

 

E obrigam-me a viver até à morte!

 

Pois não era mais humano

Morrer por um bocadinho,

De vez em quando,

E recomeçar depois,

Achando tudo mais novo?

 

Ah! Se eu pudesse suicidar-me por seis meses,

Morrer em cima de um divã

Com a cabeça sobre uma almofada,

Confiante e sereno por saber

Que tu velavas, meu amor do Norte.

 

Quando viessem perguntar por mim,

Havias de dizer com teu sorriso

Onde arde um coração em melodia:

“Matou-se esta manhã.

Agora não o vou ressuscitar

Por uma bagatela.

 

E virias depois, suavemente,

Velar por mim, subtil e cuidadosa,

Pé ante pé, não fosses acordar

A Morte ainda menina no meu colo…

(texto escrito aquando do seu falecimento - Raquel Alves/2005)

 

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12-Oct- 2007

Tristeza

Querem saber porque às vezes me sinto impotente? Querem entender porque temo que o Ministério da Educação delegue mais competências para as Autarquias? Gostariam de captar esta indignação que cresce dentro de mim?…Porque estou triste?

Leiam INDIGNAÇÃO em  http://escoladepacoapasso.blogspot.com/ .

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8-Oct- 2007

Stephen R. Stoer

                                           A Universidade do Porto tem vindo a homenagear, anualmente, personalidades que se destacaram na UP quer pela qualidade do seu trabalho, quer pelo seu empenho e contributo para o desenvolvimento do ensino e investigação.
Em anos transactos chamou a atenção da comunidade académica e do público em geral para Abel Salazar, Marques da Silva (2005), Magalhães Basto (2005/2006) e Augusto Nobre (2006/2007).
No ano de 2007, e na continuidade desta iniciativa, a Universidade do Porto elegeu como figuras a homenagear Manuela Malpique e Stephen R. Stoer. Assim, entre 18 de Outubro e 3 de Dezembro estarão patentes, no edifício da Biblioteca Almeida Garrett exposições sobre a vida e obra destes professores.
Para mim “Steve” é um homem que jamais esquecerei. Foi um professor marcante.

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Chaves…

Tu tens as palavras-chave para abrir os meus sorrisos de par em par.

Raquel /2007 

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7-Oct- 2007

Dia dos castelos

Castelo de Guimarães,
Castelo de faz-de-conta,
Em Viana do…Castelo
Castelo de cartas fiz.
Um parvo Castelo Branco,
“Castelo Forte” de Lutero,
Muitos castelos no ar
E, Claras em Castelo.
Um Castelo de areia
E a Água de Castelo

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3-Oct- 2007

Autenticidade

Na sala de jardim de infância, logo pela manhã um menino disse que tinha uma novidade para contar:"Sabes, professora, roubaram a bicicleta à minha mãe." Um coleguinha que estava a ouvir perguntou:"Então, foi um ladrão?"…O menino com cara séria responde:" Não, a minha mâe diz que foi mesmo um filho da puta!"

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1-Oct- 2007

Bençãos

Ele há bençãos para todos os gostos!
A Igreja Católica cada vez mais me surpreende pela sua actualidade! A Câmara teve esta brilhante ideia e obteve o patrocínio, ao lado de outras empresas, da Igreja de Campo.
A minha curiosidade está na forma como tal se processará.Se tiverem que levar os bichos…pode aparecer alguém com uma vaca ou, até um rebanho!…A Igreja pode ficar convertida em Arca de Noé de Valongo.
Eu cá ficarei à espera de outras bençãos menos "animalescas". 

 

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